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Amar virou coisa de gente corajosa.
A ausência diminui as paixões medíocres e aumenta as grandes, como o vento apaga as velas e atiça as fogueiras. — Machado de Assis. 
Não sou assim, amor. Foi só uma maré ruim. Perdoa o drama e não desiste de mim. — Mallu Magalhães 
Eu admito que errei. Admito que fugi, que fingi e que neguei. Admito que enganei. Tanto à você quanto à mim. Admito que menti. Muito. Admito que depois de um tempo, a sua presença passou de ilustre à cômoda. O seu cheiro passou de único à comum. E você, passou de tudo à quase nada. Admito que ferrei com a sua vida e que acabei com qualquer possibilidade de sermos “nós”, como você disse que sempre quis. Admito que chutei o balde, o pau da barraca e até você. Eu admito que fui covarde, insana e prepotente. Te fiz sofrer, eu sei. Mas e daí? Você fez exatamente o mesmo comigo. Mas não teve peito pra admitir e jogar as cartas na mesa, como eu fiz. — Quietude
Está na cara que não deu e que não daríamos certo de qualquer forma. É evidente que eu sofra, mas está mais evidente ainda que, quem saiu perdendo foi ele. É a lei da vida: quem me perde, perde tudo. — Alugue Felicidade. “Mabel ao ex, quem sabe eterno amor.”
Depois de alguns dias de conversa a gente começou a se acertar, acredita? Estávamos entrando em um acordo, sentíamos saudades quando ficávamos muito tempo (horas) sem falar um com o outro e trocávamos as mais belas palavras de amor. Você adorava os apelidos que eu lhe dava, e vinha todo manhoso quando eu chegava do trabalho. Saudades aqui e todo o nhenhenhe que sempre tivemos. Eu pude ver futuro. Eu vi o futuro. Estávamos lá, nós dois, em uma casinha pequena e felizes como sempre. Um admirando o outro como sempre, um ajudando o outro, um fazia a comida enquanto o outro limpava o chão da sala. Pássaros cantando lá fora e toda a beleza da natureza envolvida no nosso amor. Que coisa melosa! Eu pude ver o nosso amor sim. E confesso que senti um pouco de anseio quando imaginei que daríamos certo. Afinal, estávamos tão distantes quando tão perto… E você me segura pelo braço, me parando mais uma vez, enquanto fala dos seus amores mal resolvidos e de todo o seu sentimento pessoal. Achei meio estranho, pois ontem mesmo você disse que me amava. E eu escutei, numa boa. Eu sempre aceito tudo de bom grado e de livre vontade. Pode contar. Eu escuto. E você me dizia estar sendo procurado por duas infelizes e ridículas garotas. Uma não mora tão perto assim, e a outra tem uma certa paixonite. Uma é mais gostosa e a outra é mais certinha. E eu dizia pra você fazer uma escolha certa. Aliás, eu dizia pra você escolher quem você quisesse. Eu te olhava com uma cara não muito boa, mas você não me conhece o bastante. Nunca me conheceu. E não reconheceria a expressão que eu faço quando estou furiosa, com ciúme e prestes a te matar. E mais um blá blá blá aqui, e outros ali. Perdi a paciência e mandei você procurar o que fazer. Me descarta, isso mesmo. E isso não é um lamento, é um conselho! Me descarta. Vai com quem está na sua mão, e deixa a parte mais difícil pra lá. Eu sempre fui muito conservada e difícil no quesito “relacionamento”, mas pra ele eu estava me libertando mais, deixando acontecer, deixando fluir, deixando o amor crescer. Mas não deu. Homem sempre tem essa sina de estragar com tudo. Homem sempre tem esse hábito ridículo de querer fazer ciúme, esperando uma reação nervosa, só porque o infeliz ama ver a gente enfurecida. Tá certo que isso existe, mas a intenção dele não era me fazer ciúme. Era foder com tudo, mesmo. E ele fodeu. Homens tem esse hábito sórdido de achar que tá tudo bem, e que eu encontro outro nhenhenhe. Não encontra! Não igual a gente. Não igual a mim. Não igual o meu amor. Não encontra. Não vai encontrar e nunca encontrou. E você pode até plantar algumas flores no seu jardim, mas flor com a mesma cor e com o mesmo cheiro, não vai existir. Não igual a mim. E pode até existir uma nerdzinha que te chame de “mozão” ou qualquer coisa enjoativa desse tipo. Pode até existir uma piranha que chame você e mais uns 3 de “gostosão”. Pode até existir uma mulher sem sal e sem açúcar que te chame de “amor”, mas enquanto isso, ela lamenta perdidamente o amor que se foi. E você não é o amor dela. Nunca foi. Nunca será. Porque quem ela ama ficou pra trás, enquanto você completa mais uma lacuna de “relacionamentos temporários” dela. E você, como todos os outros homens estúpidos, egocêntricos e sem raciocínio algum, me perdeu. Uma pena. Perdeu. Eu nunca fui de terminar “relacionamentos” ou paixões por um texto. Quer dizer, eu sempre terminei e fui chutada pessoalmente. Nunca por carta, mensagem ou conversando no celular. Eu poderia escrever sobre quão lindo é o seu sorriso, e sobre quão lindo eu acho as suas manias de me deixar sem jeito. Eu poderia terminar esse texto da forma mais melosa e enjoativa possível. Mas eu tenho nojo de você, do que eu fiz, do que eu estou fazendo e principalmente, nojo de todas as suas palavras que foram em vão. Você acabou. A paixão acabou. Seja feliz, porque feliz eu sempre fui… Com ou sem você. — Alugue Felicidade. “Mabel ao ex, quem sabe eterno amor.” Homem sempre tem essa sina de estragar com tudo. Merda! Era certo o amor… Mas foi mais provável o término
Ele teve que me perder pra dar valor. E eu posso perdê-lo um milhão de vezes que eu não vou encontrar o valor que ele tem. Por quê? Porque ele simplesmente não tem. — Alugue Felicidade “Mabel ao ex, quem sabe eterno amor.”